A luta e o sonho continuam

   A maioria dos meus amigos sabe que na última sexta-feira a  TV Mogi News, emissora na qual eu trabalhava encerrou suas atividades. Foi um choque tremendo… Imagine vocês, você acorda normalmente cedinho, como faz todos os dias. Toma seu café da manhã e vai trabalhar. Chega na empresa, bate seu cartão de ponto, seu chefe já fala com você sobre o esquema de cobertura do carnaval e você já começa a agilizar tudo para a 1º edição do telejornal ir ao ar… Como faz todos os dias…

Os repórteres chegam, o rádio não para de apitar, você tem uma boa manhã de convivência com os outros produtores, com seu chefe, com todos seus amigos… A manhã é atribulada, pois naquele dia receberíamos em nossos estúdios o presidente do Sesi e Senai, Paulo Skaf, para uma bancada de 18 minutos ao vivo. Corre daqui…. corre dali!

Não que a correria fosse algo que não acontecia… Muito pelo contrário, era normal as pessoas verem você correndo, principalmente na hora do jornal… Programa ao vivo tem dessas coisas, telejornal então… Mas, era aquela correria gostosa, que fazia você subir e descer escadas correndo, atendia o telefone, o rádio e respondia e-mails tudo simultaneamente. Era algo que te fazia bem, que fazia o corpo se encher de orgulho do seu trabalho. O salário podia não ser lá essas coisas, mas era ele que fazia você realizar suas conquistas, e era a gratificação por um mês de trabalho árduo.

Até que após um jornal belíssimo, com a bancada linda do Paulo Skaf, um pouco antes de você ir embora, a empresa chama todos os colaboradores para uma reunião… Minutos antes comentaram com você “não tem mais nenhum cartão de ponto lá embaixo”. Era como se você já soubesse o que o dono da empresa ia falar, mas você não queria escutar. Minha sensação era de ver mais de um ano de trabalho escorregar pelas mãos com o anúncio de vamos “encerrar nossas atividades”. 

Por mais que a situação da empresa não fosse as melhores há alguns meses, não esperava esse fim para a TV Mogi News. Não queria voltar até minha mesa e pegar todas as minhas coisas… Não queria me despedir de cada um… Não queria chorar. Mas, chorei. Chorei abraçando cada um, as pessoas que eu mais convivia e as que menos tinha contato, chorei por saber que não teria mais esse contato diário excelente, por saber que aquela casa não seria mais a minha. E que a minha família de trabalho, iria cada um para o seu lado…

Hoje, ainda chateada com o baque, com tudo isso, e sentindo uma falta tremenda do que foi. Eu tenho a certeza de que dei o meu melhor todo dia. Que foi na TV Mogi News que eu aprendi  o que é telejornalismo, que aprendi a trabalhar em equipe e fazer a equipe sempre caminhar para frente. Foi onde entendi que não todos os veículos de comunicação que existem pessoas que vão puxar o seu tapete, e que lá era um ajudando o outro, em prol de um bem maior. O trabalho de todos!

Deixo a casa, assim como os cerca de 40 funcionários, com a sensação de dever cumprido. Que fizemos o melhor jornalismo, e programas de entretenimento que estava ao nosso alcance.  

Vou encarrar um leão por dia daqui para frente, com a mesma vontade de continuar nessa luta diária.

 

 

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P.S.: se alguém souber de alguma oportunidade de emprego, me avisem.. por favor!

 

 

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