É amor ao que se faz…

Boa noite galera!

Não iria escrever nada aqui sobre a morte do Santiago Andrade, cinegrafista da Band, que teve morte cerebral confirmada ontem no Rio.

Santiago foi atingido por um rojão na cabeça, no último dia 06 de fevereiro, enquanto trabalhava cobrindo uma manifestação contra o aumento da passagem de ônibus, no Centro do Rio de Janeiro.

O cinegrafista foi morto TRABALHANDO, e desde ontem eu li tanto julgamento pelos editorais dos mais diversos meios de comunicação que lamentaram a sua morte. Pessoas que ao invés de se sensibilizarem e tentarem entender como é o trabalho da mídia, acharam mais bonito por em discussão a ideologia dos veículos de comunicação…

Cada veículo de comunicação tem sua ideologia, isso não é escondido de ninguém, burro é quem acha que isso não acontece em nenhum lugar. Todas as empresas tem seus interesses e os profissionais precisam segui-los. É a lei da selva nos veículos de comunicação, as redações e produções televisivas estão cada vez mais enxutas, todos lutam e trabalham da melhor maneira possível, dando o seu melhor, para se manterem empregados e fazendo aquilo que amam.

Será que no lugar de criticar o trabalho da mídia, e colocar essa morte injusta e cruel como “ele estava no local errado, na hora errada”, não é hora de por a mão na consciência e pensar que Santiago esteva ali por que era seu trabalho…

Ninguém se coloca na linha de frente de uma manifestação ou qualquer outra situação perigosa, se não for para fazer o seu melhor… Com certeza Santiago queria entregar a sua emissora as melhores imagens, passar a você que está em casa a realidade do que aconteceu… Uma lente de câmara são os olhos de milhares de pessoas que assistem a TV…

O certo é que agora é hora da mídia, dos jornalistas, dos repórteres cinematográficos, dos fotógrafos, e de todos os profissionais que se arriscam diariamente para levar a notícia fresca e bem apurada para quem está em casa, para buscar melhores condições de trabalho, um salário mais justo, respeito e segurança.

A segurança precisa vir de todos os lados, a mídia não tem quem os proteção na hora do combate, a mesma polícia que atira contra os manifestantes, atira sem ver quem está na frente, se é um profissional exercendo sua profissão, se é um pai de família, etc. Desta vez o artefato veio de uma pessoa comum, mas enquanto a violência reinar nas horas, estaremos todos vulneráveis de todos os lados…

 

 

Aproximadamente vinte cinegrafistas cruzaram os braços e deixaram as câmeras no chão na tarde de segunda-feira (10/2) em homenagem a Santiago Ilídio Andrade, morto enquanto cobria uma manifestação no Rio de Janeiro. O ato foi realizado em frente ao Congresso Nacional, durou cinco minutos.

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