Relação empresa e consumo

Uma marca obtém sucesso a partir do momento que conhece seu consumidor, além disso, ser um grande diferencial de mercado. As marcas regionais têm essa vantagem em relação ás de atuação nacional.

Regionalizar a marca é tão importante que empresas renomadas como a Nestlé, Sony, Brahma e Skol estão preocupadas em falar exatamente a língua do consumidor local para não perder espaço entre as marcas que tem a mesma origem de seu cliente.

A marca regional tem algumas vantagens, já nasceu na região, o que é importante, gera empregos, é tratada como orgulho local e como um patrimônio. Ela surge com uma predisposição para ser aceita, como é o caso do Guaraná Jesus, famoso no Maranhão. A Coca-Cola comprou a marca, mas teve a preocupação de manter suas características.

É um orgulho para o morador da região ter uma marca que é reconhecida fora, entre vários motivos, por carregar o nome da sua cidade. Nesta mesma proporção, isso é muito mais difícil acontecer com uma marca nacional. Apesar de as pessoas saberem que a marca é brasileira, por exemplo, como o Guaraná Antarctica, que é um produto 100% nacional como a própria empresa intitula. Se formos comparar com o Guaraná Jesus, no Maranhão é fácil ver uma pessoa dizendo com orgulho que o guaraná é de sua cidade. Com o Guaraná Antarctica não vemos a mesma coisa, além de que se formos pegar um grupo de 10 pessoas, com a opção sobre uma mesa do guaraná Antarctica, e da Coca-Cola, é provável que grande maioria optasse pela Coca.

Parando para pensar nessa questão, posso dizer que isso tudo pode soar um tanto antipatriota, quando na verdade não deve ser visto dessa maneira. A questão em jogo não é se você consumir determinado produto de determinada origem te deixará mais ou menos nacionalista.

Consumir um produto X ou Y é simplesmente questão de gosto. Geralmente a pessoa não pensa na hora da compra “essa bala é feita na Alemanha, e eu sou italiano, então não vou comprá-la”, a pessoa irá pelo sabor, pelo prazer que o produto lhe proporciona, e na pior das hipóteses, o consumidor olhará a embalagem, as cores, a disposição que se encontra na prateleira (se está de maneira atrativa ou não), e até mesmo o preço.

Chegando nessa altura do texto, você pode estar pensando “ o que essa garota está falando? Começou falando da regionalização da marca, foi para o guaraná, terminou em bala”. Está certo, falei de tudo isso, exatamente nessa ordem, porém tudo isso gira em torno de uma única coisa, que pode estar explícito no texto para uns, e completamente implícito para outros.

Que é nada mais, nada menos que o CONSUMO. Uma marca se regionaliza a fim de vender mais na região, não por ser a generosa e querer que tal cidade tenha orgulho de tê-la em suas mediações. Mas isso acaba sendo subentendido por muitos.

Toda e qualquer empresa visa sua sobrevivência no mercado e o lucro. Apesar de existirem outros interesses, e obrigações, esses dois itens são os que estão no topo da lista de qualquer grande companhia.

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